Um dos motivos que mais explica diferença de preço entre farmácias — e entre marcas do mesmo remédio — é a diferença entre medicamento de referência (a marca original, que "inventou" a fórmula) e medicamento genérico (a mesma substância, feita por outro laboratório depois que a patente da marca original venceu).
No Brasil, todo genérico precisa passar por teste de bioequivalência aprovado pela Anvisa — ou seja, precisa provar que age no corpo da mesma forma que o remédio de referência, na mesma dose. É por isso que o genérico tem uma faixa (tarja) e uma embalagem amarela padronizada identificando essa categoria: não é "remédio inferior", é o mesmo remédio, com outro nome comercial e, geralmente, preço bem menor.
O laboratório que fabrica o genérico não precisa recuperar o investimento gigante que a marca original teve pra desenvolver e testar a molécula do zero — isso permite vender bem mais barato mantendo o mesmo efeito. Não é incomum ver diferença de 40% a 70% entre a marca de referência e o genérico do mesmo princípio ativo.
Trocar entre marca e genérico é seguro na esmagadora maioria dos casos, mas alguns remédios têm margem terapêutica mais estreita — nesses, o médico ou farmacêutico pode preferir manter sempre a mesma marca/fabricante. Nunca troque um remédio de uso contínuo por conta própria sem confirmar com um profissional de saúde, especialmente em remédios de condição crônica.
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