Está claro que não há nada como o amor e o carinho de um ente querido, a falta de tempo ou de recursos dos familiares para atender as necessidades de pessoas idosas ou a falta de parentes próximos que possam assumir os problemas de dependência dos idosos, pode levar a necessidade de procurar atendimento para além do núcleo familiar ou da rede de amigos. Uma boa opção é uma residência para idosos, já que este tipo de centros cobre as necessidades do coletivo, cada vez maior pela queda da natalidade e o aumento da esperança de vida. Aumento da população em Portugal Em Portugal, dobrou o número de pessoas com mais de 65 anos em menos de 30 anos e aumentou em mais de um milhão em uma década, o que é um grupo de idade que representa cerca de 18,5 por cento de nossa sociedade, ou seja, vivem no nosso país mais de 8,3 milhões de pessoas acima dessa idade. O Instituto Nacional de Estatística (INE) estima que para o ano 2050, as pessoas com mais de 65 anos estão acima de 30 por cento da população (quase 13 milhões) e os octogenários chegam a ser mais de 4 milhões, o que representa mais de 30 por cento do total da população maior. De fato, a Espanha é o país mais envelhecido do mundo, as projeções para 2050 da Organização das Nações Unidas, que calcula que, então, terá 40% de sua população com mais de 60 anos. Este processo se acentua devido à baixa natalidade que experimenta Portugal, desde meados dos anos 80, passando de uma média de quase três filhos por mulher em idade fértil para apenas 1,2. Por que viver em uma residência para idosos As residências para idosos estão abertas para acolher pessoas geralmente a partir dos 65 anos, embora o perfil de pessoas que vão viver neles e em Portugal costuma ser maiores de 80 anos, normalmente com algum tipo de dependência que lhes impossibilita de viver de forma autônoma. Não obstante, também podem viver neste tipo de casas para pessoas maiores de idade avançada, que podem cuidar de si mesmos, mas que, por diversas circunstâncias, não é possível que residem em sua própria casa ou que permaneçam com algum parente ou amigo. Em qualquer caso, não há nada que temer, uma vez que estes centros são um bom lugar para que vivam as pessoas idosas, sejam dependentes ou não. As principais vantagens de viver em uma residência para idosos são: Contam com pessoal qualificado e atenção médica continuada. Costumam estar adaptadas para atender todos os níveis de dependência e patologias que afetam as pessoas idosas. Os moradores estão permanentemente acompanhados e supervisionados pela equipe do centro ou contam com a companhia de outras pessoas, com os quais podem conversar e compartilhar o tempo e o lazer. Podem receber todas as visitas de familiares e amigos que desejam, como se estivessem em sua própria casa. A estadia pode ser temporário e é possível voltar ao domicílio familiar, quando necessário. Além do alojamento, têm uma grande portfólio de serviços: manutenção com acompanhamento de dietas adaptadas às necessidades de cada pessoa e suas prescrições médicas, atenção sociológica e psicológica, reabilitação muscular, vigilância e cuidados do estado de saúde e pessoais. Costumam contar com um programa com atividades ocupacionais e culturais para que as pessoas que vivem ali se mantenham ativas. É possível que sejam atribuídas tarefas entre os residentes adaptadas às suas características e capacidades, para que se sintam úteis. Perseguem que os adultos mantenham o máximo grau de autonomia que possam ter. Se costumam realizar oficinas e atividades para estimular a mente com o fim de prevenir ou controlar a demência, uma das patologias que mais afeta o coletivo, assim como exercitar o corpo.