Toda farmácia no Brasil tem um limite legal pra quanto pode cobrar por um remédio — esse limite se chama PMC (Preço Máximo ao Consumidor) e é definido pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos), órgão ligado à Anvisa. Nenhuma farmácia pode vender acima desse valor — quem vende abaixo (o que é a maioria) está competindo de verdade pelo seu bolso.
O objetivo é evitar abuso: sem um limite, o mesmo remédio de uso essencial (insulina, remédio de pressão, antibiótico) poderia ter preço fora do alcance de quem depende dele todo mês. A CMED recalcula essa tabela periodicamente, considerando inflação, ICMS de cada estado e outros fatores.
Um erro comum é achar que "preço abaixo do teto" já é um bom negócio — quase toda farmácia vende abaixo do teto, então isso sozinho não indica economia real. É por isso que no Remédio Em Conta mostramos o teto CMED como um selo discreto de credibilidade (prova que aquele preço é legal e a fonte é oficial), nunca como propaganda de desconto. O número que de fato mostra economia é o desconto de laboratório (PBM) — explicamos nesse outro post.
Cada apresentação de remédio (mesma substância, mesma dosagem, mesma embalagem) tem seu próprio PMC, casado pelo código de barras (EAN) — é por isso que comparamos preço sempre pelo EAN exato, e não só pelo nome: uma caixa de 10 comprimidos e uma de 30 do mesmo remédio têm tetos diferentes, e comparar preço "por caixa" sem considerar isso engana.
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