furosemida
Comprimido 40mg
MODELO DE BULA COM INFORMAÇÕES AO PACIENTE
furosemida
Medicamento genérico Lei nº 9.787, de 1999.
APRESENTAÇÃO
Comprimido 40mg
Embalagens contendo 20 e 30 comprimidos.
USO ORAL
USO ADULTO E PEDIÁTRICO
COMPOSIÇÃO
Cada comprimido contém:
furosemida.................................................................................................................................40mg
Excipiente q.s.p............................................................................................................1 comprimido
Excipientes: amido, manitol, talco, estearato de ma gnésio, celulose microcristalina e água de
osmose reversa.
INFORMAÇÕES AO PACIENTE
1. PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?
Este medicamento é indicado nos casos de:
-hipertensão arterial leve a moderada;
-edema (inchaço) devido a distúrbios do coração, do fígado e dos rins;
-edema (inchaço) devido a queimaduras.
2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
A furosemida apresenta efeito diurético (promove a excreção da urina) e anti-hipertensivo
(auxilia no tratamento da pressão alta). O início d a ação ocorre cerca de 60 minutos após a
administração do produto
.
3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Este medicamento não deve ser usado em pacientes com:
-insuficiência dos rins com anúria (parada total da eliminação de urina);
-pré-coma e coma devido a problemas associado com e ncefalopatia do fígado (disfunção do
sistema nervoso central em associação com falência do fígado);
-hipopotassemia severa (redução nos níveis de potás sio no sangue); (ver item “Quais os males
que este medicamento pode me causar?”);
-hiponatremia severa (redução nos níveis de sódio no sangue);
-desidratação ou hipovolemia (diminuição do volume líquido circulante nos vasos sanguíneos),
com ou sem queda da pressão sanguínea;
-alergia à furosemida, às sulfonamidas ou a qualquer componente da fórmula.
Este medicamento é contraindicado para uso por lactantes.
Não há contraindicação relativa a faixas etárias.
4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
O fluxo urinário deve ser sempre assegurado.
Em pacientes com obstrução parcial do fluxo urinári o (ex: em pacientes com alterações de
esvaziamento da bexiga, hiperplasia prostática ou estreitamento da uretra), a produção aumentada
de urina pode provocar ou agravar a doença. Deste m odo, estes pacientes necessitam de
monitorização cuidadosa, especialmente durante a fase inicial do tratamento.
O tratamento com furosemida requer uma supervisão m édica regular. Uma cuidadosa vigilância
se faz necessária principalmente em pacientes com:
-hipotensão (pressão baixa);
-com risco particular de pronunciada queda da press ão arterial (ex: pacientes com estenoses
significativas das artérias coronárias ou das artérias que suprem o cérebro);
-diabetes mellitus latente ou manifesta: recomenda- se controle regular dos níveis de açúcar no
sangue;
-gota (doença caracterizada pela deposição de crist ais de ácido úrico junto a articulações e em
outros órgãos) ou hiperuricemia (aumento do ácido ú rico no sangue): recomenda-se controle
regular do ácido úrico;
-insuficiência dos rins associada à doença severa do fígado (síndrome hepatorrenal);
-hipoproteinemia (baixos índices de proteínas do sa ngue), por exemplo, associada à síndrome
nefrótica (o efeito da furosemida pode estar diminu ído e sua ototoxicidade potencializada). É
recomendada a titulação cuidadosa das doses de furosemida.
Durante tratamento com furosemida é geralmente reco mendada a monitorização regular dos
níveis de sódio, potássio e creatinina no sangue; é necessária monitorização particularmente
cuidadosa em casos de pacientes com alto risco de d esenvolvimento de alterações dessas
substâncias ou em caso de perda adicional significa tiva de fluidos (ex: devido a vômitos, diarreia
ou suor intenso). Hipovolemia (diminuição do volume líquido circulante nos vasos sanguíneos)
ou desidratação, bem como qualquer alteração signif icativa eletrolítica ou ácido-base, devem ser
corrigidas. Isto pode requerer a descontinuação temporária do medicamento.
Existe a possibilidade de agravar ou iniciar manife stação de lúpus eritematoso sistêmico (doença
que apresenta manifestações na pele, coração, rins, articulações, entre outras).
Gravidez e amamentação: A furosemida atravessa a barreira placentária. Port anto, não deve ser
administrada durante a gravidez a menos que estrita mente indicada e por curtos períodos de
tempo. O tratamento durante a gravidez requer controle periódico do crescimento fetal.
No período da amamentação, quando o uso de furosemi da for considerado necessário, deve ser
lembrado que a furosemida passa para o leite e inib e a lactação. É aconselhável interromper a
amamentação durante o uso de furosemida.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.
Este medicamento é contraindicado durante o aleitam ento ou doação de leite, pois é
excretado no leite humano e pode causar reações ind esejáveis no bebê. Seu médico ou
cirurgião-dentista deve apresentar alternativas par a o seu tratamento ou para a
alimentação do bebê.
Populações especiais
Pacientes idosos: Em pacientes idosos, a eliminação de furosemida é d iminuída devido à
redução na função dos rins.
A ação diurética da furosemida pode levar ou contri buir para hipovolemia e desidratação,
especialmente em pacientes idosos. A diminuição gra ve de fluidos pode levar a
hemoconcentração (concentração do sangue com aument o da sua densidade e viscosidade) com
tendência ao desenvolvimento de tromboses (formação , desenvolvimento ou presença de um
trombo ou coágulo no interior de um vaso sanguíneo).
Crianças: Controle cuidadoso é necessário em crianças prematu ras pela possibilidade de
desenvolvimento de nefrolitíase (formação de pedra nos rins) e nefrocalcinose (deposição de sais
de cálcio nos tecidos dos rins). Nestes casos, a fu nção dos rins deverá ser controlada e uma
ultrassonografia deverá ser realizada.
Caso a furosemida seja administrada a crianças prematuras durante as primeiras semanas de vida,
pode aumentar o risco de persistência de ducto de B otallo (persistência do canal arterial, um tipo
de malformação cardíaca congênita).
Alterações na capacidade de dirigir veículos ou ope rar máquinas: Alguns efeitos adversos
(ex: queda acentuada indesejável da pressão sanguín ea) podem prejudicar a capacidade em se
concentrar e reagir e, portanto, constitui um risco em situações em que suas habilidades são
especialmente importantes, como dirigir ou operar máquinas.
Sensibilidade cruzada: Pacientes hipersensíveis (alérgicos) à antibióticos do tipo sulfonamidas
ou sulfonilureias podem apresentar sensibilidade cruzada com o medicamento.
Este medicamento pode causar doping.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Medicamento-Medicamento
Associações desaconselhadas
Hidrato de cloral: sensação de calor, transpiração (suor), agitação, náusea, aumento da pressão
arterial (pressão do sangue) e taquicardia (acelera ção do ritmo cardíaco) podem ocorrer em casos
isolados após a administração intravenosa da furose mida dentro das 24 horas da ingestão de
hidrato de cloral. Portanto, não é recomendado o us o concomitante de furosemida e hidrato de
cloral.
Antibióticos aminoglicosídicos e outros medicamento s que podem ser tóxicos ao ouvido: a
furosemida pode potencializar a ototoxicidade (toxi cidade ao ouvido) causada por antibióticos
aminoglicosídicos e outros fármacos ototóxicos, vis to que os efeitos resultantes sobre a audição
podem ser irreversíveis. Esta combinação de fármacos deve ser restrita à indicação médica.
Precauções de uso
Cisplatina: existe risco de toxicidade ao ouvido qu ando da administração concomitante de
cisplatina e furosemida.
Além disto, a toxicidade aos rins da cisplatina pod e ser aumentada caso a furosemida não seja
administrada em baixas doses (ex: 40mg em pacientes com função renal normal) e com balanço
de fluidos positivo quando utilizada para obter-se diurese (aumento da produção e eliminação da
urina) forçada durante o tratamento com cisplatina.
Sucralfato: a administração concomitante de furosem ida por via oral e sucralfato deve ser
evitada, pois o sucralfato reduz a absorção intesti nal da furosemida e, consequentemente, seu
efeito. Aguardar pelo menos um período de 2 horas entre uma administração e outra.
Sais de lítio: a furosemida diminui a excreção de s ais de lítio e pode causar aumento dos níveis
sanguíneos de lítio, resultando em aumento do risco de toxicidade do lítio, incluindo aumento do
risco de efeitos tóxicos do lítio ao coração e ao s istema nervoso. Desta forma, recomenda-se que
os níveis sanguíneos de lítio sejam cuidadosamente monitorizados em pacientes que recebem esta
combinação.
Medicamentos que inibem a enzima conversora da angi otensina (ECA): pacientes que estão
recebendo diuréticos podem sofrer queda acentuada d a pressão arterial e prejuízo da função dos
rins, incluindo casos de insuficiência dos rins, es pecialmente quando um inibidor da enzima
conversora de angiotensina (ECA) ou antagonista do receptor de angiotensina II, é administrado
pela primeira vez ou tem sua dose aumentada pela pr imeira vez. Deve-se considerar interrupção
da administração da furosemida temporariamente ou, ao menos, reduzir a dose de furosemida por
3 dias antes de iniciar o tratamento com, ou antes, de aumentar a dose de um inibidor da ECA ou
antagonista do receptor de angiotensina II.
Risperidona: cautela deve ser adotada e os riscos e benefícios desta combinação ou tratamento
concomitante com furosemida ou com outros diuréticos potentes devem ser considerados antes da
decisão de uso.
Foi observado aumento de mortalidade em pacientes i dosos com demência tratados com
furosemida mais risperidona. Portanto, deve ser pon derado o risco-benefício do tratamento
concomitante com estas duas medicações. Não houve a umento de mortalidade em pacientes
usando outros diuréticos associados à risperidona. Independentemente do tratamento, a
desidratação foi um fator de risco para maior morta lidade e, portanto, deve ser evitada em
pacientes idosos com demência (vide “Quando não devo usar este medicamento?”).
Levotiroxina: altas doses de furosemida podem inibi r a ligação de hormônios tireoidianos às
proteínas transportadoras e, assim, levar a um aume nto transitório inicial de hormônio tireoidiano
livre, seguido de uma redução geral nos níveis de h ormônio tireoidiano total. Os níveis de
hormônio tireoidiano devem ser monitorados.
Associações a considerar
Anti-inflamatórios não-esteroidais (AINEs): agentes anti-inflamatórios não esteroidais,
(incluindo ácido acetilsalicílico) podem diminuir a ação da furosemida. Em pacientes com
diminuição do líquido circulante nos vasos ou desid ratação, a administração de AINEs pode
causar uma diminuição aguda da função dos rins. A t oxicidade do salicilato pode ser aumentada
pela furosemida.
Fenitoína: pode ocorrer diminuição do efeito da furosemida apó s administração concomitante de
fenitoína.
Alisquireno: o alisquireno reduz a concentração pla smática da furosemida administrada via oral.
Em pacientes tratados com alisquireno e furosemida oral, é recomendado monitorar a redução do
efeito diurético e ajustar a dose de acordo.
Fármacos tóxicos aos rins: a furosemida pode potenc ializar os efeitos nocivos de fármacos
tóxicos aos rins.
Corticosteroides, carbenoxolona, alcaçuz e laxantes : O uso concomitante de furosemida com
corticosteroides, carbenoxolona, alcaçuz em grandes quantidades e uso prolongado de laxantes,
pode aumentar o risco de desenvolvimento de hipopotassemia.
Outros medicamentos, por exemplo, preparações de di gitálicos (para tratar doenças do coração) e
medicamentos que induzem a síndrome de prolongament o do intervalo QT: Algumas alterações
eletrolíticas (ex: hipopotassemia, hipomagnesemia, ou seja, redução dos níveis de potássio ou de
magnésio no sangue, respectivamente) podem aumentar a toxicidade destes fármacos.
Medicamentos anti-hipertensivos, diuréticos ou outr os que potencialmente diminuem a pressão
sanguínea quando administrados concomitantemente co m a furosemida, podem provocar uma
queda mais pronunciada da pressão sanguínea.
Probenecida, metotrexato e outros fármacos, que ass im como a furosemida, são secretados
significativamente por via tubular renal, podem red uzir o efeito da furosemida. Por outro lado, a
furosemida pode diminuir a eliminação renal destes fármacos. Em caso de tratamento com altas
doses (particularmente, tanto a furosemida como out ros medicamentos), pode haver aumento dos
níveis no sangue e dos riscos de efeitos adversos r esultantes da furosemida ou do tratamento
concomitante.
Antidiabéticos (medicamento para tratar diabetes) e medicamentos hipertensores
simpatomiméticos (aumentam a pressão arterial atuan do no sistema nervoso simpático, como
epinefrina, norepinefrina): os efeitos destes fárma cos podem ser reduzidos quando administrados
com furosemida.
Teofilina ou relaxantes musculares do tipo curare: os efeitos destes fármacos podem aumentar
quando administrados com furosemida.
Cefalosporinas: insuficiência dos rins pode se dese nvolver em pacientes recebendo
simultaneamente tratamento com furosemida e altas doses de certas cefalosporinas.
Ciclosporina A: o uso concomitante de ciclosporina A e furosemida está associado com aumento
do risco de artrite gotosa (doença reumática caract erizada pelo acúmulo de cristais de ácido úrico
junto a articulações e/ou a outros órgãos) subseque nte à hiperuricemia induzida por furosemida e
à insuficiência da ciclosporina na excreção de urato pelos rins.
Pacientes de alto risco para nefropatia por radioco ntraste (doença dos rins causada por
radiocontraste, uma substância usada para fazer dia gnóstico por imagem) tratados com
furosemida demonstraram maior incidência de deterio rização na função dos rins após receberem
radiocontraste quando comparados à pacientes de alt o risco que receberam somente hidratação
intravenosa antes de receberem radiocontraste.
Este medicamento pode aumentar o risco de alteração grave nos batimentos cardíacos, que
pode ser potencialmente fatal (morte súbita).
Não tome este medicamento se você tiver uma alteraç ão no coração chamada síndrome
congênita de prolongamento do intervalo QT (ou sínd rome do QT longo), ou se você já teve
algum episódio de ritmo cardíaco anormal, porque po de ser perigoso e provocar alterações
do ritmo do coração, inclusive com risco de morte.
Avise seu médico se você tiver bradicardia (diminui ção da frequência cardíaca),
insuficiência cardíaca ou outras doenças do coração , ou se você souber que tem baixo nível
de potássio ou de magnésio no sangue. Avise seu méd ico se você estiver utilizando outros
medicamentos, especialmente medicamentos que causam prolongamento do intervalo QT
(alteração do ritmo do coração no eletrocardiograma ), medicamentos para arritmia (para
corrigir o ritmo do coração) ou medicamentos diurét icos (remédios para eliminar água do
corpo).
Medicamento-Alimento
Pode ocorrer alteração da absorção de furosemida qu ando administrada com alimentos, portanto,
recomenda-se que os comprimidos sejam tomados com o estômago vazio.
Medicamento-Exame laboratorial e não laboratorial
Não há dados disponíveis até o momento sobre a inte rferência de furosemida em exames
laboratoriais.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro
medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médic o. Pode ser perigoso para a sua
saúde.
5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE
MEDICAMENTO?
ARMAZENAR EM TEMPERATURA AMBIENTE (DE 15°C A 30°C). PROTEGER DA
UMIDADE.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido . Guarde-o em sua embalagem
original.
Características do medicamento: Comprimido circular biconvexo sem vinco de cor bran ca a
amarelada.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Ca so ele esteja no prazo de validade e
você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Você deve tomar os comprimidos com líquido, por via oral e com o estômago vazio.
É vantajoso tomar a dose diária de uma só vez, escolhendo-se o horário mais prático, de tal forma
que não interfira no seu ritmo normal de vida, pela rapidez da diurese (desejo de urinar).
POSOLOGIA
A dose deve ser a menor possível para atingir o efeito desejado.
A menos que seja prescrito de modo diferente, recomenda-se o seguinte esquema:
Adultos
O tratamento geralmente é iniciado com 20 a 80mg po r dia. A dose de manutenção é de 20 a
40mg por dia.
A dose máxima depende da resposta do paciente. A du ração do tratamento é determinada pelo
médico.
Crianças
Se possível, a furosemida deve ser administrada por via oral para lactentes e crianças abaixo de
15 anos de idade.
A posologia recomendada é de 2mg/kg de peso corpora l, até um máximo de 40mg por dia. A
duração do tratamento é determinada pelo médico.
Não há estudos dos efeitos de furosemida administra do por vias não recomendadas. Portanto, por
segurança e para garantir a eficácia deste medicamento, a administração deve ser somente por via
oral.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu médico.
7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR E STE
MEDICAMENTO?
Caso esqueça de administrar uma dose, administre-a assim que possível. No entanto, se estiver
próximo do horário da dose seguinte, espere por est e horário, respeitando sempre o intervalo
determinado pela posologia. Nunca devem ser administradas duas doses ao mesmo tempo.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêut ico ou de seu médico, ou cirurgião-
dentista.
8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
A seguinte taxa de frequência é utilizada, quando aplicável:
Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento).
Reação comum (ocorre entre 1% a 10% dos pacientes que utilizam este medicamento).
Reação incomum (ocorre entre 0,1% a 1% dos pacientes que utilizam este medicamento).
Reação rara (ocorre entre 0,01% a 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento).
Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento).
Desconhecido: não pode ser estimado a partir dos dados disponíveis.
Distúrbios metabólico e nutricional (vide “O que devo saber antes de usar este
medicamento?”).
Muito comum: distúrbios eletrolíticos, incluindo si ntomáticos (variação de eletrólitos causando
efeitos no organismo), desidratação e hipovolemia, especialmente em pacientes idosos, aumento
nos níveis de creatinina e triglicérides no sangue.
Comum: hiponatremia, hipocloremia (redução nos níve is de cloreto no sangue), hipopotassemia
(redução nos níveis de potássio no sangue), aumento nos níveis de colesterol e ácido úrico no
sangue, crises de gota e aumento no volume urinário.
Incomum: tolerância à glicose diminuída; o diabetes mellitus latente pode se manifestar (vide “O
que devo saber antes de usar este medicamento?”).
Desconhecido: hipocalcemia (redução nos níveis de c álcio no sangue), hipomagnesemia,
aumento nos níveis de ureia no sangue e alcalose me tabólica (desequilíbrio ácido-básico no
sangue), Síndrome de Bartter (grupo raro de doenças que afetam os rins) no conte xto de uso
inadequado e/ou a longo prazo da furosemida.
Distúrbios vasculares
Muito comum (para infusão intravenosa): hipotensão incluindo hipotensão ortostática (queda
significativa da pressão arterial após assumir a po sição de pé) (vide “O que devo saber antes de
usar este medicamento?”).
Raro: vasculite (inflamação da parede de um vaso sanguíneo).
Desconhecido: trombose.
Distúrbios nos rins e urinário
Comum: aumento no volume urinário.
Raro: nefrite tubulointersticial (um tipo de inflamação nos rins).
Desconhecido: aumento nos níveis de sódio e cloreto na urina, retenção urinária (em pacientes
com obstrução parcial do fluxo urinário); nefrocalc inose/nefrolitíase em crianças prematuras e
falência renal (vide “O que devo saber antes de usar este medicamento?”).
Distúrbios gastrintestinais
Incomum: náuseas.
Raro: vômitos, diarreia.
Muito raro: pancreatite aguda (inflamação no pâncreas).
Distúrbios hepatobiliares
Muito raro: colestase (parada ou dificuldade da exc reção da bile), aumento nas transaminases
(uma enzima presente nas células do fígado).
Distúrbios auditivos e do labirinto
Incomum: alterações na audição, embora geralmente d e caráter transitório, particularmente em
pacientes com insuficiência renal, hipoproteinemia (ex: síndrome nefrótica) e/ou quando
furosemida intravenosa for administrada rapidamente . Casos de surdez, algumas vezes
irreversível, foram reportados após administração oral ou IV de furosemida.
Muito raro: tinido (zumbido no ouvido).
Distúrbios no tecido subcutâneo e pele
Incomum: prurido, urticária, rash, dermatites bolhosas, eritema multiforme, penfigoide, dermatite
esfoliativa, púrpura (erupções cutâneas diversas), reações de fotossensibilidade (sensibilidade
exagerada da pele à luz).
Desconhecido: síndrome de Stevens-Johnson (forma gr ave de reação alérgica caracterizada por
bolhas em mucosas e grandes áreas do corpo), necról ise epidérmica tóxica (quadro grave,
caracterizado por erupção generalizada, com bolhas rasas extensas e áreas de necrose
epidérmica), pustulose exantemática generalizada ag uda - PEGA (forma grave de reação alérgica
caracterizada pelo desenvolvimento abrupto de pústu las não foliculares sobre áreas de
vermelhidão, acompanhadas por febre alta e aumento do número de células brancas no sangue),
DRESS (rash ao fármaco com eosinofilia (aumento do número de um tipo de célula branca do
sangue chamado eosinófilo) e sintomas sistêmicos), e reações liquenoides (reações imunológicas
que ocorrem em mucosas).
Distúrbios do sistema imune (de defesa do organismo)
Raro: reações anafiláticas (reação alérgica grave e imediata que pode levar à morte) ou
anafilactoides severas (ex: com choque – colapso ci rculatório ou estado fisiológico em que existe
um fluxo sanguíneo inadequado para os tecidos e células do corpo).
Desconhecido: agravamento ou início de manifestação de lúpus eritematoso sistêmico.
Distúrbios do sistema nervoso
Raro: parestesia (sensação anormal como ardor, form igamento e coceira, percebidos na pele e
sem motivo aparente).
Comum: encefalopatia hepática (disfunção do sistema nervoso central em associação com
falência do fígado) em pacientes com insuficiência na função do fígado (vide “Quando não devo
usar este medicamento?”).
Desconhecido: vertigem (tontura), desmaio ou perda de consciência, cefaleia (dor de cabeça).
Distúrbios do sistema linfático e sanguíneo
Comum: hemoconcentração.
Incomum: trombocitopenia (diminuição no número de plaquetas sanguíneas).
Raro: leucopenia (redução de células brancas no sangue), eosinofilia.
Muito raro: agranulocitose (diminuição acentuada na contagem de células brancas do sangue),
anemia aplástica (doença em que a medula óssea prod uz quantidade insuficiente de glóbulos
vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas) ou anemia hemolítica (diminuição do número de
glóbulos vermelhos do sangue).
Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo
Desconhecido: casos de rabdomiólise (lesão muscular que pode levar a insuficiência renal aguda)
foram relatados, muitas vezes na situação de hipopo tassemia severa (ver item “Quando não devo
usar este medicamento?”).
Distúrbios congênito e genético/familiar
Desconhecido: risco aumentado de persistência do du cto arterioso quando furosemida for
administrada a crianças prematuras durante as primeiras semanas de vida.
Distúrbios gerais
Raro: febre.
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmac êutico o aparecimento de reações
indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe també m à empresa através do seu serviço
de atendimento.
9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A
INDICADA DESTE MEDICAMENTO?
Sintomas
O quadro clínico da superdose aguda e crônica com f urosemida depende fundamentalmente da
extensão e consequências da perda de eletrólitos e fluidos como, por exemplo, hipovolemia,
desidratação, hemoconcentração, arritmias cardíacas (descompasso dos batimentos do coração).
Os sintomas destas alterações incluem queda severa da pressão sanguínea (progredindo para
choque), insuficiência aguda dos rins, trombose, es tado de delírio, paralisia flácida (paralisia na
qual os músculos afetados perdem o tônus e pode oco rrer diminuição dos reflexos), apatia (sem
emoção, insensível) e confusão.
Tratamento
Não se conhece antídoto específico para a furosemid a. Caso a ingestão tenha acabado de ocorrer,
deve-se tentar limitar a posterior absorção sistêmi ca do princípio ativo através de medidas como
lavagem gástrica ou outras com o objetivo de reduzir a absorção (ex: carvão ativado).
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamen to, procure rapidamente socorro
médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, s e possível. Ligue para 0800 722 6001,
se você precisar de mais orientações.
DIZERES LEGAIS
Registro n
o 1.0370.0343
Farm. Resp.: Andreia Cavalcante Silva
CRF-GO n
o 2.659
Registrado e produzido por:
LABORATÓRIO TEUTO
BRASILEIRO S/A.
CNPJ – 17.159.229/0001-76
VP 7-D Módulo 11 Qd. 13 – DAIA
CEP 75132-140 – Anápolis – GO
VENDA SOB PRESCRIÇÃO
HISTÓRICO DE ALTERAÇÕES DE BULA
Dados da submissão eletrônica Dados da petição/notificação que altera bula Dados das alterações de bulas
Data do
expediente
N°. do
expediente
Assunto Data do
expediente
N°. do
expediente
Assunto Data de
aprovação
Itens de bula Versões
(VP/VPS)
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07/01/2014 0010256/14-3 10459 -
GENÉRICO –
Inclusão Inicial de
Texto de Bula -
RDC – 60/12
07/01/2014 0010256/14-3 10459 -
GENÉRICO –
Inclusão Inicial de
Texto de Bula -
RDC – 60/12
07/01/2014 Versão inicial VP -40mg com ct bl x 20.
15/01/2016 1165162/16-8 10452 -
GENÉRICO –
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula –
RDC – 60/12
15/01/2016 1165162/16-8 10452 -
GENÉRICO –
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula –
RDC – 60/12
15/01/2016 4. O que devo saber
antes de usar este
Medicamento?
VP -40mg com ct bl x 20.
15/04/2016 1559669/16-9 10452 -
GENÉRICO –
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula –
RDC – 60/12
15/04/2016 1559669/16-9 10452 -
GENÉRICO –
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula –
RDC – 60/12
15/04/2016 5. Onde, como e por
quanto tempo posso
guardar este
medicamento?
8. Quais os males que
este medicamento pode
causar?
VP -40mg com ct bl x 20.
25/08/2016 2217486/16-9 10452 -
GENÉRICO –
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula –
RDC – 60/12
25/08/216 2217486/16-9 10452 -
GENÉRICO –
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula –
RDC – 60/12
25/08/2016 Apresentação
5. Onde, como e por
quanto tempo posso
guardar este
medicamento?
8. Quais os males que
este medicamento pode
causar?
VP -40mg com ct bl x 20.
12/09/2017 1942627/17-5 10452 -
GENÉRICO –
Notificação de
12/09/2017 1942627/17-5 10452 -
GENÉRICO –
Notificação de
12/09/2017 4. O que devo saber
antes de usar este
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Alteração de
Texto de Bula –
RDC – 60/12
Alteração de
Texto de Bula –
RDC – 60/12
11/01/2018 0023860/18-1 10452 -
GENÉRICO –
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula –
RDC – 60/12
11/01/2018 0023860/18-1 10452 -
GENÉRICO –
Notificação de
Alteração de
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RDC – 60/12
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medicamento funciona?
3. Quando não devo usar
este medicamento?
4. O que devo saber
antes de usar este
medicamento?
8. Quais os males que
este medicamento pode
me causar?
VP -40mg com ct bl x 20.
14/04/2021 1425911/21-7 10452 -
GENÉRICO –
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula –
RDC – 60/12
14/04/2021 1425911/21-7 10452 -
GENÉRICO –
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula –
RDC – 60/12
14/04/2021 N/A VP -40mg com ct bl x 20.
24/06/2021 2448885/21-4 10452 -
GENÉRICO –
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula –
RDC – 60/12
24/06/2021 2448885/21-4 10452 -
GENÉRICO –
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula –
RDC – 60/12
24/06/2021 5. Onde, como e por
quanto tempo posso
guardar este
medicamento?
VP -40mg com ct bl x 20.
25/03/2022 1378262/22-1 10452 -
GENÉRICO –
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula –
RDC – 60/12
25/03/2022 1378262/22-1 10452 -
GENÉRICO –
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula –
RDC – 60/12
25/03/2022 4. O que devo saber
antes de usar este
medicamento?
VP -40mg com ct bl x 20.
04/01/2024 0009843/24-8 10452 -
GENÉRICO –
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula –
RDC – 60/12
04/01/2024 0009843/24-8 10452 -
GENÉRICO –
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula –
RDC – 60/12
04/01/2024 Apresentações
4. O que devo saber
antes de usar este
medicamento?
5. Onde, como e por
quanto tempo posso
guardar este
VP -40mg com ct bl x 20.
-40mg com ct bl x 30.
medicamento?
Dizeres legais
29/11/2024 1638341/24-9 10452 -
GENÉRICO –
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula –
RDC – 60/12
29/11/2024 1638341/24-9 10452 -
GENÉRICO –
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula –
RDC – 60/12
29/11/2024 5. Onde, como e por
quanto tempo posso
guardar este
medicamento?
VP -40mg com ct bl x 20.
-40mg com ct bl x 30.
02/12/2024 - 10452 -
GENÉRICO –
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula –
RDC – 60/12
02/12/2024 - 10452 -
GENÉRICO –
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula –
RDC – 60/12
02/12/2024 4. O que devo saber
antes de usar este
Medicamento?
7. O que devo fazer
quando eu me esquecer
de usar este
medicamento?
VP -40mg com ct bl x 20.
-40mg com ct bl x 30.
Fonte: Bulário Eletrônico da Anvisa — LABORATÓRIO TEUTO BRASILEIRO S/A. Não substitui a bula impressa na embalagem nem orientação médica/farmacêutica.
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